Temas atualizados pela SBP · Comparativo com instituições de referência

Doença inflamatória intestinal de início muito precoce (VEO-IBD)

DC SBP nº 67 (18/09/2026) comparado com NASPGHAN 2020 e FDA, consenso BSG/BSPGHAN 2023 e NHS Genomic Medicine Service, ESPGHAN (Porto 2021) e ECCO, SEGHNP/AEP, SIGENP (Itália), Harvard (Boston Children's VEO-IBD Program) e Johns Hopkins; acrescidos Ministério da Saúde, Oxford e Cambridge (revisão de outubro de 2026).

Resumo com convergências e divergências entre a atualização da Sociedade Brasileira de Pediatria e as demais referências do site — Ministério da Saúde, AAP, NICE, AEP, Johns Hopkins, Harvard (Boston Children's), Oxford e Cambridge —, com o documento e a data de cada uma; outras fontes aparecem como contexto. Documento original da SBP (acervo, associados) · 📄 Baixar em PDF

Em resumo

O DC nº 67 é uma revisão extensa (20 páginas) da doença inflamatória intestinal que começa antes dos 6 anos. Adota a classificação de Uhlig (neonatal < 28 dias, infantil < 2 anos, VEO-IBD < 6 anos) e lembra que, embora a maioria seja poligênica, 10–15% dos casos são monogênicos — mais de 40% quando o início é antes dos 2 anos —, causados por mais de 100 genes de erros inatos da imunidade, defeitos epiteliais ou doenças autoinflamatórias. Traz sinais de alerta (doença perianal grave, alterações de pele, cabelo e unhas, infecções atípicas, autoimunidade múltipla, consanguinidade), o diagnóstico diferencial no lactente (proctocolite alérgica — a refratariedade a 2 semanas de fórmula de aminoácidos questiona esse diagnóstico —, infecções, tuberculose e HIV no nosso meio), a avaliação imunológica inicial (imunoglobulinas, subpopulações linfocitárias, DHR, anticorpos vacinais), a endoscopia com biópsias de todos os segmentos e os achados histológicos sugestivos de causa monogênica. A indicação de teste genético segue o consenso BSG/BSPGHAN (Kammermeier 2023): todo < 2 anos; 2–6 anos com ≥ 1 sinal de alerta; > 6 anos se perianal complexa ou refratária; exoma preferido, com reanálise. O tratamento é individualizado e, nas formas monogênicas, dirigido pelo gene (tabela de terapias, incluindo TCTH curativo na deficiência de IL-10R, IPEX, XIAP e DGC — mas não nos defeitos epiteliais); excluir doença granulomatosa crônica antes de anti-TNF. As referências concordam no conteúdo técnico, inclusive no critério de quem testar — a NASPGHAN (2020) faz avaliação imunológica em todos e sequenciamento sobretudo no início infantil, fenótipo sugestivo, consanguinidade ou imunologia alterada; o NHS inglês oferece o teste pelo sistema público. A principal lacuna é que o documento não discute o que o pediatra brasileiro enfrenta na prática: acesso ao exoma, ao DHR e aos biológicos antes dos 6 anos.

1.O que a SBP recomenda

Documento: DC nº 67, 18/09/2026, 20 p. GT de Doenças Inflamatórias Intestinais (coord. Luciana Rodrigues Silva e Maraci Rodrigues; relatoras Mariana Deboni e Michela Marmo).

Tema Conteúdo
Classificação Neonatal < 28 d; infantil < 2 a; VEO-IBD < 6 a; início precoce < 10 a; VEO-IBD poligênica (> 250 loci) ou monogênica (> 100 genes)
Epidemiologia DII pediátrica 11–46/100 mil (Europa), 0,2–4 (América do Sul); +23% de incidência 1990–2019, sobretudo < 6 a; VEO-IBD = 15% da DII pediátrica; monogênica 10–15% (> 40% se < 2 anos); 0–33% conforme acesso à genética
Mecanismos Hematopoiético (WAS, BTK), fagócitos (DGC, G6PC3), eixo IL-10/IL-10R, XIAP, células T reguladoras (FOXP3/IPEX), imunodeficiência combinada, epitélio (TTC7A, SLC26A3, síndrome tricohepatoentérica), mistos
Clínica e sinais de alerta Colite extensa com sangue e muco, déficit de crescimento, doença perianal (fístulas, abscessos); red flags: epidermólise, unhas/cabelo anormais, foliculite e perianal grave (IL-10), abscesso sem pus (LAD), eczema (WAS, IPEX), hepatoesplenomegalia (DGC), autoimunidade múltipla (IPEX), ausência de cicatriz vacinal do BCG ou de tonsilas; história familiar, óbito infantil, consanguinidade
Diferencial < 1 ano Proctocolite alérgica (refratariedade a 2 semanas de fórmula de aminoácidos questiona o diagnóstico); infecções (inclusive TB e HIV; C. difficile > 12 m); celíaca; diarreias congênitas; doenças eosinofílicas; enteropatia autoimune
Laboratório Hemograma, VHS, PCR, calprotectina fecal (> 150–250 µg/g sugere; sem valores de referência < 4 anos), enteropatógenos; imunológico inicial: hemograma diferencial, IgA/IgG/IgM/IgE/IgD, subpopulações T/B, DHR, anticorpos vacinais
Endoscopia e histologia EDA + ileocolonoscopia com biópsias de todos os segmentos; sugerem monogênica: apoptose > 1/10 criptas, perda glandular sem inflamação < 2 a, atrofia vilositária, eosinofilia densa, granulomas com macrófagos pigmentados (DGC), ausência de plasmócitos
Genética ~20% de achados relevantes; NGS (ESPGHAN); indicação: todo < 2 anos; 2–6 anos com ≥ 1 critério; > 6 anos se perianal complexa ou refratária; Sanger dirigido, painel, exoma (preferido, reanalisável), genoma; VUS e negativo não excluem; aconselhamento genético
Tratamento Sem ECR; individualizado; corticoide, metotrexato, tiopurinas (menos usadas), biológicos; DHR antes de imunossupressor/biológico (anti-TNF contraindicado na DGC); vacinas vivas conforme o defeito; cirurgia mais frequente (50% se início < 1 ano)
Terapia dirigida IL-10/IL-10R: anti-IL-1, TCTH curativo · FOXP3: sirolimo/tacrolimo, TCTH · CTLA4/LRBA: abatacepte, sirolimo, IgRT · XIAP: anti-IL-18, TCTH · WAS: IgRT, TCTH · DGC: profilaxia, IFN-γ, anti-IL-1, TCTH; anti-TNF/anti-IL-12/23 contraindicados · TTC7A: suporte, cirurgia, TCTH não (defeito epitelial) · STAT1 GOF: inibidor de JAK

Não aborda: acesso no Brasil (exoma fora do SUS, DHR em poucos centros, biológicos só ≥ 6 anos no PCDT; ustequinumabe e vedolizumabe pediátricos); nutrição enteral exclusiva como indução na doença de Crohn; doses e dosagem sérica (TDM) de anti-TNF em < 6 anos (depuração maior); registro brasileiro de casos; monitorização com calprotectina seriada e transição; consenso da NASPGHAN 2020 e consórcio internacional VEO-IBD nominalmente; fluxograma diagnóstico.

2.Posição das demais referências

Referência Documento, versão e data Posição resumida
EUA — NASPGHAN / AGA / FDA Kelsen JR et al. — NASPGHAN position paper on the evaluation and management for patients with VEO-IBD (JPGN 2020;70:389); Uhlig HH et al. — The diagnostic approach to monogenic very early onset IBD (Gastroenterology 2014) Imunologia basal (hemograma, Ig, subpopulações, DHR, ± TREC, FOXP3, resposta vacinal, sinalização de IL-10); sequenciamento (painel ou exoma) seletivo — início infantil, fenótipo compatível com defeito conhecido, consanguinidade ou imunologia alterada (nem todo VEO-IBD precisa de sequenciamento); endoscopia completa; excluir alergia e infecção; anti-TNF off-label < 6 anos com dosagem sérica (depuração maior exige doses/intervalos ajustados); TCTH em IL-10R, XIAP, DGC, IPEX, LRBA/CTLA4; abatacepte e anakinra dirigidos. FDA: infliximabe e adalimumabe a partir de 6 anos (adalimumabe RCU ≥ 5 anos); demais biológicos com aprovação pediátrica mais tardia
Reino Unido — BSG / BSPGHAN / NHS Kammermeier J et al. — BSG/BSPGHAN consensus on the diagnosis and management of monogenic IBD (Lancet Gastroenterol Hepatol 2023;8:271–86); NHS England — National Genomic Test Directory; NICE TA187 (infliximabe/adalimumabe ≥ 6 anos) Critério BSPGHAN/Kammermeier — o mesmo adotado pela SBP; teste genômico pelo NHS (painel de DII monogênica ou genoma) para os casos elegíveis — acesso público universal; biológicos ≥ 6 anos pelo NICE, off-label abaixo
Europa — ESPGHAN (Porto) / ECCO Uhlig HH et al. — Clinical genomics for the diagnosis of monogenic forms of IBD: position paper of the Paediatric IBD Porto Group of ESPGHAN (JPGN 2021;72:456); van Rheenen PF et al. — ECCO-ESPGHAN guideline on paediatric Crohn's disease (J Crohns Colitis 2021) Genética para todo < 2 anos; 2–6 anos com sinais de alerta; qualquer idade com fenótipo sugestivo; DHR na avaliação imunológica básica; genética antes de TCTH. ECCO-ESPGHAN: nutrição enteral exclusiva como 1ª linha de indução na doença de Crohn pediátrica
Espanha — SEGHNP / AEP Protocolos SEGHNP/AEP de DII pediátrica (específico de VEO-IBD não localizado) Seguem ESPGHAN/ECCO (Porto 2021, NEE 1ª linha); exoma hospitalar disponível em centros de referência, sem acesso universal
Itália — SIGENP Registro SIGENP de DII pediátrica; Aloi M, Bramuzzo M et al. — infliximabe no VEO-IBD (2019) Sem posição própria; segue Porto/ECCO; séries italianas mostram anti-TNF eficaz em < 6 anos com doses ajustadas; exoma em centros (Bambino Gesù, Burlo Garofolo)
Harvard — Boston Children's Boston Children's — VEO-IBD Program (Ouahed J … Snapper SB, Inflamm Bowel Dis 2020) Centro de referência mundial; exoma em trio como 1ª linha em < 2 anos e em < 6 anos com sinais de alerta; programa integrado de gastro, imunologia e TCTH
Johns Hopkins Johns Hopkins Children's Center — Pediatric IBD Center (Oliva-Hemker) Segue a NASPGHAN 2020; avaliação imunológica e genética em VEO-IBD
Brasil — GEDIIB / PCDT PCDT de doença de Crohn e retocolite (Ministério da Saúde); GEDIIB — consensos Infliximabe e adalimumabe no SUS a partir de 6 anos; ustequinumabe e vedolizumabe só em adultos; exoma não oferecido pelo SUS; TCTH em centros habilitados
Oxford Uhlig HH et al. — Clinical genomics for the diagnosis of monogenic IBD, Porto Group/ESPGHAN (JPGN 2021) — autor principal da Universidade de Oxford; sem protocolo local aberto Segue BSPGHAN/ESPGHAN: genética para todo menor de 2 anos e de 2 a 6 anos com sinais de alerta.
Cambridge Cambridge University Hospitals NHS FT — sem protocolo local aberto (consulta em 10/2026) Segue BSPGHAN e NICE.

3.Concordâncias e discordâncias

Tema SBP Ministério da Saúde NASPGHAN/FDA BSPGHAN/NHS ESPGHAN/ECCO SEGHNP SIGENP Harvard J. Hopkins Oxford Cambridge Leitura
Classificação (< 6; < 2; < 28 d) Sim Sem posição específica localizada Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância plena
Sinais de alerta de monogênica Tabela detalhada Sem posição específica localizada Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância
Imunologia inicial com DHR Sim Sem posição específica localizada Sim Sim Sim (básica) Sim Sim Sim Sim Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância
Genética: quem testar < 2 a todos; 2–6 a com red flags Exoma não oferecido pelo SUS Seletivo (infantil, fenótipo, consanguinidade, imunologia alterada) Mesmo critério da SBP (NHS público) < 2 a todos; 2–6 a com red flags Porto Porto < 2 a e < 6 a com red flags (exoma-trio) NASPGHAN Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância no princípio seletivo; diferença é o acesso
Método preferido Exoma, reanálise Exoma não oferecido pelo SUS Exoma/painel Painel/genoma NGS NGS Exoma Exoma-trio Exoma Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância
DHR antes de anti-TNF Sim Sem posição específica localizada Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância
Anti-TNF < 6 anos Individualizado Infliximabe e adalimumabe a partir de 6 anos (PCDT de Crohn, Portaria Conjunta nº 51/2026) Off-label com TDM Off-label Off-label Off-label Doses ajustadas Sim Sim Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância; SBP sem dose/TDM
NEE como indução Não aborda Sem posição específica localizada Opção Sim 1ª linha Sim Sim — — Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Lacuna
TCTH dirigido (IL-10R, XIAP, IPEX, DGC; não epitelial) Sim TCTH em centros habilitados Sim Sim Sim Sim Sim Sim (programa) Sim Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Concordância
Acesso a genética Não discute Sem oferta de exoma no SUS Seguro-saúde Universal (NHS) Variável Centros Centros Institucional Institucional Segue BSPGHAN/ESPGHAN Segue BSPGHAN e NICE Lacuna crítica no Brasil

Leitura (Ministério da Saúde, Oxford e Cambridge): no SUS, os anti-TNF começam aos 6 anos (PCDT da doença de Crohn, Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18/05/2026, que revogou a Portaria Conjunta nº 14/2017) e não há exoma, o que mantém a lacuna de acesso apontada. Oxford (grupo de Uhlig, autor do posicionamento de Porto) e Cambridge seguem BSPGHAN/ESPGHAN. A conduta do documento segue a SBP.

4.Síntese

O DC nº 67 é tecnicamente sólido e atualizado: classificação, fisiopatologia por compartimento, sinais de alerta, histologia sugestiva, avaliação imunológica e terapia dirigida pelo gene estão em plena concordância com a ESPGHAN (Porto 2021), o consenso BSG/BSPGHAN (2023), a NASPGHAN (2020) e os programas de referência de Boston e da Johns Hopkins. O critério para o teste genético — todos os menores de 2 anos e, entre 2 e 6 anos, quem tem sinais de alerta — é o mesmo do Reino Unido e da Europa e coerente com a abordagem seletiva norte-americana, mas deixa sem resposta a pergunta prática: como o pediatra brasileiro obtém um exoma para uma criança do SUS, onde o exame não é oferecido, ou um teste de DHR, disponível em poucos laboratórios? A mesma lacuna aparece no tratamento — os biológicos só são dispensados pelo PCDT a partir dos 6 anos, e crianças menores precisam de dosagem sérica e doses maiores de anti-TNF, tema que o documento não detalha. Por fim, a nutrição enteral exclusiva, primeira linha de indução na doença de Crohn pediátrica segundo ECCO-ESPGHAN, não é mencionada. O documento funciona como referência diagnóstica; como guia de conduta no Brasil, precisaria de um fluxo de encaminhamento e de acesso.

Observações críticas
  1. Suspeitar de VEO-IBD em colite sangrenta persistente, doença perianal ou déficit de crescimento antes dos 6 anos — após excluir infecções (incluindo TB e HIV) e alergia (sem resposta a 2 semanas de fórmula de aminoácidos, repensar a proctocolite alérgica).
  2. Antes de qualquer imunossupressor ou anti-TNF: DHR para excluir doença granulomatosa crônica, imunoglobulinas, subpopulações linfocitárias e anticorpos vacinais; evitar vacinas vivas até conhecer a imunidade.
  3. Encaminhar a centro de referência (gastro + imunologia + genética) todo < 2 anos e toda criança de 2–6 anos com sinais de alerta — o diagnóstico genético muda o tratamento (abatacepte, inibidores de JAK, TCTH curativo).
  4. Anti-TNF < 6 anos: doses por kg maiores e intervalos menores, com dosagem de nível sérico e anticorpos; considerar nutrição enteral exclusiva na doença de Crohn.
  5. Teste negativo não encerra a investigação: reanalisar o exoma após 2–3 anos ou se surgirem novos sinais.

5.Fontes

  • SBP. Doença inflamatória intestinal de início muito precoce (VEOIBD). Documento Científico nº 67, GT de Doenças Inflamatórias Intestinais, 18/09/2026. sbp.com.br
  • Uhlig HH et al. The diagnostic approach to monogenic very early onset inflammatory bowel disease. Gastroenterology 2014;147:990–1007.
  • Kelsen JR et al. NASPGHAN position paper on the evaluation and management for patients with very early-onset inflammatory bowel disease. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2020;70:389–403.
  • Uhlig HH et al. Clinical genomics for the diagnosis of monogenic forms of inflammatory bowel disease: a position paper from the Paediatric IBD Porto Group of ESPGHAN. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2021;72:456–73.
  • van Rheenen PF et al. The medical management of paediatric Crohn's disease: an ECCO-ESPGHAN guideline update. J Crohns Colitis 2021;15:171–94. Turner D et al. Management of paediatric ulcerative colitis, part 1. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2018.
  • Kammermeier J et al. Management of monogenic IBD: a BSG and BSPGHAN consensus. Lancet Gastroenterol Hepatol 2023;8:271–86. NHS England. National Genomic Test Directory. NICE TA187.
  • Ouahed J et al. Very early onset inflammatory bowel disease: a clinical approach with a focus on the role of genetics and underlying immune deficiencies. Inflamm Bowel Dis 2020;26:820–42 (Boston Children's VEO-IBD Program).
  • Aloi M, Bramuzzo M et al. (SIGENP) — infliximabe no VEO-IBD (2019). Johns Hopkins Children's Center. Pediatric IBD Center.
  • Brasil. Ministério da Saúde. PCDT da Doença de Crohn (Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 51, de 18/05/2026) e PCDT da Retocolite Ulcerativa (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 9, de 12/09/2024). GEDIIB. Consensos brasileiros de DII.